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Parabéns à Galopress!
26/03
Neste dia tão importante para o Clube Atlético Mineiro, além de parabenizar o clube pela data histórica, parabenizo, também, alguns jornalistas e veículos de comunicação que conseguiram transformar algo em uma coisa muito maior do que realmente é.
Não posso generalizar e parabenizar a imprensa, seria muito injusto com os profissionais que não contribuiram para isso. Esse "algo" a que me refiro é a torcida atleticana.
Todos nós sabemos da força que tem a mídia e o poder que a mesma tem na construcao de mitos, heróis ou vilões. E, no meu ponto de vista, o tratamento que alguns setores da imprensa dão a essa torcida é descabido e, sendo mais crítico, anti-profissional.
Não quero dizer que o sentimento da torcida atleticana foi inventado pela mídia, mas, sim, endeusado e elevado a níveis que beiram a catarse. Este sentimento existe, assim como o do cruzeirense existe, como o do gremista ou do botafoguense também. O torcedor atleticano nao é diferente dos outros. Já li e vi coisas que parecem ter saído da arquibancada atleticana, escrito pelo mais apaixonado torcedor, direto para as folhas de alguns jornais ou para os estúdios de algumas emissoras de rádio.
A construção deste mito ao qual me refiro acontece de forma sutil, quase nao se percebe. Aliás, a maioria não percebe, ou finge nao perceber. Mas um olhar atento é capaz de detectar como é feita esta, desculpem a palavra, palhaçada.
As reportagens não mentem os públicos dos jogos, tão pouco compram ingressos e obrigam os torcedores a irem a campo. Mas utilizam uma pratica jornalistica que pode ser usada tanto para o mal quanto para o bem: adjetivar os textos.
Percebam, meus camaradas, alguns exemplos. Suponhamos que o Atlético ganhou, de virada, um jogo difícil contra o Vila Nova. No dia seguinte, as manchetes costumam estampar algo do tipo: "No embalo da massa", "Galo vira o jogo com ajuda da massa" ou "Galo joga mal, mas a massa garante a vitória". Imaginem isso ao longo de décadas. De tanto repetir, de tanto martelar, isso fica na cabeça das pessoas, criando um signo cheio de significados para a torcida atleticana.
Paixão, fidelidade e amor são palavras que costumam estar atreladas quando o assunto é Atlético Mineiro. Não que não sejam, mas este sentimento nao é exclusivo dos atleticanos. Como ficam os torcedores cruzeirenses ? São só simpatizantes? Não são apaixonados? Cria-se um sistema equivocado e polarizado: atleticanos sao apaixonados e fiéis, cruzeirenses são apenas cruzeirenses, não tem a mesma paixao. Essa é, talvez, a pior das consequencias que este circo armado por alguns profissionais-torcedores provoca.
Não posso deixar de citar quando, em 2006, o clube conseguiu voltar a elite do futebol brasileiro. O time chegou a Belo Horizonte com a vaga assegurada e os torcedores foram recepcionar a equipe. Nunca vou me esquecer da legenda que um site, dos mais acessados de Minas Gerais em matéria de esporte, colocou em um das fotos. A legenda, meus amigos, era a seguinte: "Uma multidão de 5 mil pessoas foi recepcionar o Galo... (o restante já nao me lembro mais). Uma multidão de cinco mil pessoas?!?!?! Eu ri e não pude acreditar no quão ridículo e a que ponto chegou a atuação da "GaloPress".
Aliás, os níveis de adoracao para com a torcida atleticana atingiram níveis impressionantes na campanha da Série B em 2006. Cada jogo no Mineirão era uma festa. Festa da torcida, que comprava ingressos baratos e ia a campo ver seu time enfrentar adversários fraquíssimos; e festa da Imprensa Carijó, que se deliciava com manchetes e fotos cheios de adjvetivos, a fim de afirmar, alardear, cada vez mais, o sentimento alvinegro. Não se esquecam que as torcidas de grandes clubes, como Gremio, Palmeiras e Botafogo, quando estiveram na Segunda Divisão, fizeram a mesma coisa, enchiam os estadios. Mas não, só a torcida do Atlético é que tem direito a amar inconsequentemente seu clube!!!
Gostaria de destacar um ponto importantíssimo: a torcida do Cruzeiro e<
Fonte: Equipe de Informática
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