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Em 1992, a massa cruzeirense proporcionou a maior média de público pagante em todas as competições do futebol mundial. Nunca uma torcida manteve uma regularidade tão grande em todas as partidas de sua equipe em uma competição. Na campanha da Supercopa daquele ano, os cruzeirenses, sempre fanáticos e fiéis, estabeleceram uma média de 73 mil pagantes nas partidas realizadas em Belo Horizonte. Empurraram o time para o título de bi-campeão da Supercopa lotando o Mineirão em todos os jogos. Uma marca mundial.
A equipe formada para a disputa contava com a volta de jogadores já conhecidos e ex-ídolos da torcida, como o volante Douglas, que retornou do Sporting de Portugal; o meio-campo Betinho, que voltou do Palmeiras, mais o ponta-esquerda Édson, que retornou do Internacional. O time ainda teve as contratações do zagueiro Luizinho, ex-Seleção Brasileira e que estava no Sporting de Portugal, mais o atacante Roberto Gaúcho, do Guarani. Mas a grande atração era o polêmico atacante Renato Gaúcho, que havia sido dispensado do Botafogo, após a finalíssima do Brasileiro.
A massa fez prevalecer a sua principal característica que é a paixão pelo time e um otimismo que a faz crêr que o Cruzeiro nasceu para ser imbatível. Desta forma, o time recebeu um incetivo tão forte, que até recebeu o apelido de "Time dos Sonhos" ou "Dream Team". Durante a campanha enfrentou equipes de grande porte do futebol sulamericano, como Nacional de Medelin, River Plate, Olimpia e Racing. O Time dos Sonhos chegou a conquista do bi da Supercopa numa campanha inesquecível, principalmente o carnaval temporão proporcionado pela massa em vários pontos da capital Belo Horizonte e do estado de Minas Gerais.
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