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Existem duas formas de se elogiar uma torcida: artificialmente ou naturalmente. A primeira é quando a direção de um clube de futebol resolve criar um mito em torno de sua própria torcida. Assim, orientam seus atletas a tecerem elogios em entrevistas a imprensa seguindo uma cartilha recheada de bordões. Como se fosse uma propaganda de um produto ou de um candidato político, estes clubes também apelam para a convocação de artistas famosos e cronistas esportivos mais próximos, para darem depoimentos sobre a torcida, seguindo as mesma cartilha imposta aos jogadores. Já a maneira natural, é aquela que surge sem uma orientação pré-determinada, de forma expontânea, apartidária. Obviamente, essa é a que vale e merece registro.
Foi desta maneira e sem fazer alarde ou propaganda, que a Confederação Sulamericana de Futebol homenageou a Nação Cruzeirense de uma forma simples, porém muito significativa. Em 1997, a entidade máxima do futebol do continente, estampou no logotipo oficial da Supercopa a foto da Nação Cruzeirense no Mimeirão lotado. Foi a primeira e única vez que a Conmebol homenageou uma torcida nos logotipos oficiais das competições que organiza. Em todos os outros não há menção a um atleta, dirigente ou torcedores. Foi um caso exclusivo, ou melhor, natural, de quem resolveu homenagear a mais fanática e fiel de todas as torcidas.
O Motivo não é para menos, pois até o ano de 1996, em 27 partidas da Supercopa disputadas no Mineirão, a Nação Cruzeirense proporcionou a marca de 1.120.093 pagantes. Uma média de 41.484 por jogo. Foi também na própria Supercopa que a Nação Cruzeirense estabeleceu um recorde mundial de público pagante na edição de 1992 (conferir matéria nos links relacionados), estabelecendo uma média de 73 mil pagantes por jogo.
A homenagem pode ser constatada no site oficial da Confederação Sulamericana de Futebol no seguinte endereço: http://www.conmebol.com/scripts/runisa.dll?S7:gp::71185+/gl/compet+1071+1997+S
O registro passou desapercebido a época pelos veículos da imprensa esportiva do Brasil, mas não aqui.
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