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Bem - vindo, Belo Horizonte,
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Raul
Ele chegou a Belo Horizonte como um desconhecido qualquer. Nos primeiros meses, foi reserva de Tonho - um veterano. Quando entrou, não saiu mais. Certa vez, sem camisa de goleiro para vestir, pegou emprestado um blusão amarelo do lateral Neco e entrou com ele em campo, para espanto de todos. Mas fez sucesso e, desde então, acabou a monotonia das camisas cinza, pretas ou brancas.
Depois disso, batou mostrar sua competência. Rapidamente, Raul tornou-se o maior ídolo do público feminino no Brasil. As mulheres passaram a ir ao Mineirão, coisa que nunca tinham feito antes, enquanto os homens deliravam com suas defesas sensacionais.
Raul Guilherme Plassman foi com certeza o ídolo que mais tempo viveu nos corações cruzeirenses. Promoveu transformações na rotina do futebol por sua sinceridade nas entrevistas. apontando falhas e erros do time ou até mesmo confessando: "Detesto futebol".
Não parecia. Raul era dedicado e bom profissional. E por sua causa as torcidas organizadas acrescentram, ao azul e branco da bandeira, o amarelo de sua camisa. Até hoje as cores do Cruzeiro são essas três. Raul chgou à Seleção Brasileira e foi o jogador que mais títulos importantes, conquistou no futebol mineiro: dez vezes campeão estadual, campeão sul - americano, e várias vezes vice-campeão brasileiro. Em 1978, foi vendido ao Flamengo e acrescentou a sua coleção os títulos de bicampeão brasileiro, bicampeão sul - americano e campeão do mundo.
Apesar de suas qualidades, Raul nunca disputou uma Copa do Mundo - a grande frustação, que confessou em sua despedida, a 21 de dezembro de 1983, no Maracanã. Nesse dia, aos 38 anos, vestiu pela última vez a camisa amarela. Depois tirou a do corpo e a devolveu ao mesmo Neco.
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