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Piazza
Poucos jogadores do Cruzeiro foram tão discutidos - e tão eficientes - como Wílson Piazza. Contratado em 1963 para armar o grande time que estava sendo preparado para conquistar o Mineirão depois de sua inauguração, ele talvez tenha sido a escolha mais feliz do ex-presidente Felício Brandi. Piazza entrou como uma luva no time. Lutador e dono de uma incrível visão de jogo, ele sempre se sacrificava para que o Cruzeiro alcançasse uma vitória importante. "Levo uma bola por baixo das pernas, se isso servir para um companheiro ganhar a jogada mais atrás, explicava ele.
Humilde , Piazza nunca se preocupou em ser o melhor em campo - e quase sempre era, pelo menos para o técnico e os jogadores. Não fazia jogada de efeito, mas estava sempre onde a bola ia cair. Tentar dribá-lo era um fracasso garantido para os atacantes.
Sua importância foi tão grande como a de Tostão para a conquista da Taça Brasil e o pentacampeonato mineiro. E mais ainda para ganhar a Taça Libertadores da América, em 1976, quando o Cruzeiro já não tinha Tostão.
Parou de jogar em 1979 por causa de uma sinfisite púbica, mas até hoje a torcida lembra dele como o maior volante que vestiu a camisa azul em todos os tempos.
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