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Bem - vindo, Belo Horizonte,
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Niginho
A família Fantoni deu ao Cruzeiro jogadores de indiscutível categoria, como Orlando, Nininho, Ninão, Fernando Benito e... Niginho. Todos eram cobras, mas igual a Niginho, nenhum.
Falar Leoníldo Fantoni em Belo Horizonte era a mesma ciosa que citar um nome qualquer. Ninguém saberia quem era. Mas, Niginho, ah... Os atleticanos, americanos, lacustres (do Guarany), villa - novenses, todos tremiam de medo. O centroavante Niginho era o terror de todas as defesas. Quando ele apareceu, jogando um futebol de gênio, o Cruzeiro foi tricampeão mineiro.
Ninão foi para a Itália, onde já estava Nininho , e pouco depois chamou Niginho para joga pela Lázio, de Roma - um timaço na época. Para desespero da torcida palestrina. Niginho, aos 20 anos, foi. O Cruzeiro perdeu o tetra e ficou longe das disputas do título. Enquanto jogou pela Lázio, Niginho foi ídolo - como era em Belo Horizonte. Mas recusou a convocação para lutar na guerra contra a Abissínia e voltou para o Brasil.
Recebido por uma delirante massa de torcedores, Niginho recolocou o Palestra em seu caminho de glórias. O time voltou a decidir títulos e recuperou o respeito dos adversários. Em 1943, 44 e 45, ganhou seu segundo tricampeonato, justamente quando o clube mudou o nome para Cruzeiro Esporte Clube.
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