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Natal
Natal comecóu a carreira jogando pelo Itaú, da Cidade Idustrial, em Contagem. Quando tinha 13 anos, enfrentou o Cruzeiro em um festival de escolinhas. Para variar, ele acabou com o jogo: " Joguei muito naquele dia e fui convidado pelo Orlando Vassali para treinar no Barro Preto ".
Natal foi um jogador diferente,por seu genio brincalhão e descontraído.Em campo parecia transportar essa característica quando corria carregando a bola para a linha de fundo:os beques tentavam segurá-lo mas ele se livrava deles com facilidade,como se fosse uma brincadeira.
Jogador decisivo, ganhador, foi a sensação da Seleção Brasileira em 1968 e só não foi à Copa por causa de uma grave contusão na perna direita.Natal ganhou de Piorra na disputa pela camisa 7 por sua importância para o conjunto do Cruzeiro.
Natal garante que,quando o time da década de 1960 foi formado, eles não tinham noção de que estavam entrando para a história do Cruzeiro: "Nunca nos preocupamos muito com títulos.Lembro que o Felício Brandi disse que, no início, não estava muito preocupado com resultados, mas de cara fomos campeões mineiros".
Jogar no início do Mineirão é uma recordação especial: "o campo era novo, a torcida comparecia em massa. O público mínimo era de 35 mil a 40 mil pessoas e nós dificilmente perdíamos".
Os grandes clássicos contra o Atlético também são lembrados pelo craque: "Até hoje, o pessoal ainda pergunta porque eu jogava tanto contra o Atlético , mas contra o Galo a vitória tinha um gosto especial. Na minha família há atleticanos e cruzeirenses.Minha mãe, por exemplo, é atleticana e meu pai, cruzeirense. Na semana de clássico, o clima sempre era muito bom. Mas, graças a Deus, sempre marquei gols no Galo".
Os duelos com o lateral atleticano Cincunnegui também têm um lugar especial na vida de Natal: "Antes, quem me marcava era o Warley. Ele tinha muita habilidade, mas era lento e eu fazia a festa. Aí, contrataram o Cincunnegui numa quarta feira para uma decisão de título no domingo. Durante 85 minutos não peguei na bola, pois ele me dava socos e pontapés. Mas, quando ele se descuidou, enfiei uma bola por baixo de suas pernas e toquei para trás para o Tostão marcar. a partir daí travamos grandes duelos".
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