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Abelardo
Nos velhos tempos, ele era o jogador mais grã-fino do Brasil. Entrava em campo como se estivesse chegando a uma festa. E ainda jogava bem! Seu estilo logo o transformou num ídolo para os torcedores mais fanáticos. Era gostoso ver Abelardo em campo fazendo gols com seu físico franzino. Ágil , excelente cabeceador, ganhou o apelido de Flecha Azul.
Era admirador de Heleno de Freitas, de quem, dizem, havia assimilado o estilo. Por coincidência, Abelardo se transformava num Heleno de Freitas quando enfrentava o Atlético: com ele em campo, o Cruzeiro não perdia para o rival. Certa vez, depois de um Cruzeiro x Atlético no Estádio Presidente Antônio Carlos, Abelardo teve até de ser escondido pelos próprios jogadores atleticanos, porque a torcida inimiga queria linchá-lo.
Seu mestre e conselheiro foi Niginho, que parou de jogar quando teve certeza que sua camisa tinha um herdeiro à altura. Vendido ao Palmeiras em 1950, por 150 contos de réis, Abelardo logo conquistou o Parque Antártica. Foi emprestado ao Santos e voltou ao Cruzeiro, pelo qual encerrou sua carreira como campeão mineiro de 1959.
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